Prefeitura determina retirada de propaganda irregular em áreas públicas da cidade

O Prefeito de Macaé, Dr. Aluízio, determinou a retirada de espaços publicitários
conhecidos como totens, que estiverem irregulares, de rotatórias e áreas públicas da cidade.
A medida faz parte do reordenamento do espaço público da cidade e visa atender à legislação vigente, além de melhorar a visibilidade em áreas de fluxo intenso de veículos, evitando acidentes. A necessidade da retirada dos totens foi apontada pela Coordenadoria Geral de Posturas, ligada à Secretaria de Fazenda, que detectou a irregularidade em diversos pontos da cidade. A existência de totens em áreas públicas fere o artigo 13 do Código de Posturas (Lei 079/2007) que veda publicidade e propaganda em calçadas, prédios e equipamentos públicos, canteiros, rotatórias, postes e monumentos sem permissão. 
A remoção das peças está sendo agendada com as empresas e está programada para ser iniciada ainda no mês de fevereiro. As operações deverão ser realizadas pelas próprias empresas, com apoio das Secretarias de Fazenda, Ordem Pública e Mobilidade Urbana, e deverá ocorrer nos finais de semana para minimizar o impacto no trânsito da cidade.
Segundo a Secretaria de Fazenda, a fiscalização de irregularidades será permanente e todos os espaços de publicidade em áreas públicas serão revistos para se adequarem à legislação.

Fonte: Secom Macaé

Rio das Ostras: Mais uma cidade partida, e o mosquito da Dengue

Ponte sobre o rio das Ostras. Projeto megalômano, que descaracterizou por completo a paisagem rural e praiana da cidade. Foi inaugurada em 2007.

Ponte sobre o rio das Ostras. Projeto megalômano, que descaracterizou por completo a paisagem rural e praiana da cidade. Foi inaugurada em 2007.

O que essa ponte tem a ver com a cidade? Olha a favelização em segundo plano… assim está minha amada Rio das Ostras…

Agora começa 2013. Começo do novo-velho governo. Será que vai estabilizar ao menos? Infelizmente, não creio não…

É preciso preservar as belezas naturais como lagoas, praias, os morros, as trilhas na mata de tabuleiro… a serra do Pote, as tradições do homem da terra, o pescador, o agricultor de Cantagalo e Rocha Leão…

Hoje, tudo mudou. Pessoas aos montes invadem com tamanha pressão a cidade, que o mangue não resiste. O de cima sobe e o debaixo desce mais a cada dia, a cada ano. É preciso valorizar o ser humano.

Rio das Ostras… que saudade de você como era há 20, 30, 40 anos… mas o progresso te alcançou. De tapera passou à cidade que mais cresceu no Brasil! A vizinha da capital do petróleo. O El Dourado para milhões de famílias de brasileiros, que sonham com a oportunidade de uma vida melhor, mais digna.

Mas que dignidade é essa?

A cidade amanhece sob uma gravíssima notícia: surto de Dengue. Não é a primeira vez que Rio das Ostras aparece no mapa como cidade com altos números de casos de Dengue. Até o momento, 1416 casos de suspeitas de Dengue estão sendo analisados e 75 casos já foram confirmados.

Centro de Hidratação de Dengue

Enfrentando epidemias de Dengue há quatro, cinco anos, os gestores sabiam que precisariam investir mais na prevenção, mas deixaram para investir em um Centro de Hidratação, ou seja, um instrumento para ser colocado em funcionamento quando a epidemia já estiver instalada.

E a prevenção?

Dengue matou duas pessoas na cidade, em 2011

O vídeo abaixo, gravado pela afiliada da Globo Intertv Alto Litoral, com reportagem da jornalista Renata Monteiro mostra bem a realidade que a cidade vem enfrentando quando o assunto é prevenção ao Dengue, ou a falta dela.

Em 2010, foram feitas 802 notificações da doença. Em 2011, quando foi feita a reportagem, Rio das Ostras registrou 289 casos suspeitos de Dengue, 53 casos de Dengue Hemorrágica e duas mortes.

Foi em 2010 e início de 2011, que o governo anterior contratou centenas de pessoas para atuarem como Agentes de Vigilância Sanitária no combate ao Dengue, na cidade. Foi uma farra, colocou todo mundo pra brincar de ser agente sanitário. Na mesma farra, o governo atua culpabilizando a população. O que os gestores não deveriam é conceder licença de obras nas áreas citadas na matéria e em dezenas de outras, que estão em situações semelhantes. O que não deveria ter feito era a troca de lotes no Âncora, Recanto (o famoso Invasão há 20 anos atrás) por votos. E fizeram muito, mas muito isso em Rio das Ostras. Fazem até hoje!!! O bairro Âncora hoje está favelizado não é à toa; deram uma mãozinha pra que isso acontecesse para depois pedir recursos para o Estado e a União.

E a apresentadora da matéria… que chega quase a explodir de felicidade referindo-se ao povo de Rio das Ostras, que estaria feliz, satisfeito com as ações de combate ao mosquito da Dengue. Gente, tá na cara que ela tá comprada! Como a população pode estar satisfeita quando a cidade registra dois mil casos de Dengue e duas mortes? Funciona assim, a matéria tem que ir ao ar porque os dados estão alarmantes, então a Secretaria de Comunicação liga para o veículo e faz um lobbizinho com o editor.. ‘Poxa, Fulano, sabe como é… joga no ar, mas tenta não deixar o drama do cenário ser percebido na matéria senão você acaba comigo. A cidade está em polvorosa!!! Tá morrendo gente, não podemos dizer isso assim… Tenta dar uma levantada…”, e desliga o telefone depois de dizer que enviará um convitezinho para algum jantar, algum final de semana numa pousadinha de Búzios… uma coisa  desse tipo…  e atitudes como essa levam a apresentações lastimáveis como a que essa da reportagem faz… e a gente vê isso todo dia, não é mesmo? Hoje, meio dia ela estará lá rindo da nossa cara enquanto noticia mais uma morte de Dengue na cidade. Tudo uma falta de noção… nessa cadeia…

Castilho: ausência de cobertura local debilita a democracia

Com a crise no modelo de negócios das empresas jornalísticas, um dos primeiros setores a sentir os efeitos dos cortes foi o do noticiário local — gerando uma lacuna que impede o monitoramento de vereadores, deputados e senadores pelos seus eleitores.

A esperança era que os milhares de blogs, twitters e integrantes de redes sociais pudessem preencher esse espaço, mas a realidade não corresponde à expectativa, pelo menos por enquanto. A maioria dos blogs e perfis no Twitter têm se preocupado mais com as idiossincrasias de seus autores e com questões político-partidárias do que com as necessidades e interesses de comunidades sociais urbanas e rurais.

O vácuo no noticiário local contribui para o isolamento entre os eleitores e os seus representantes em instâncias legislativas, criando condições para que vereadores, deputados e senadores administrem os seus cargos como se fossem um emprego privado, onde o eleitor só entra quando há a necessidade de renovar o mandato.

Este comportamento tornou-se meridianamente claro em episódios como os aumentos salariais autoconcedidos. Os parlamentares, por se sentirem isentos de qualquer preocupação em prestar contas, tomam decisões em beneficio próprio, sem o menor escrúpulo.

É uma situação potencialmente critica, conforme constatou, já em 2011, um informe da Knight Foundation, fundação norte-americana que estuda as consequências da crise na cobertura local. Nos Estados Unidos, a ausência de notícias locais é vista como um fator de enfraquecimento na relação entre governantes e governados, gerando um clima propício ao dirigismo autoritário.

No Brasil, a consequência do mesmo fenômeno é mais próxima da delinquência legislativa, pois serve de pretexto para a generalização do desvio do dinheiro público para fins privados ou corporativos. Também aqui a democracia está sendo minada pela falta de patrulhamento por parte do eleitor, do qual não nos damos conta porque a noção de direitos do cidadão ainda é muito recente entre nós.

A emergência dos blogs como ferramentas a serviço do eleitor é inevitável, mas tomará algum tempo porque implica a mudança de comportamentos e valores ainda muito entranhados na população brasileira. O tempo pode contribuir para que o distanciamento entre governantes e governados chegue a um ponto crítico.

Por isso, ganha corpo a ideia de uma cooperação entre as empresas jornalísticas e blogueiros preocupados com a cobertura de temas locais. Uma parceria seria ideal porque os cidadãos podem oferecer notícias, imagens e sons cuja coleta sairia muito caro para empresas que estão trabalhando “no osso” em matéria de pessoal nas redações. Por seu lado, as empresas poderiam retribuir oferecendo capacitação técnica para os jornalistas “amadores” melhorarem a qualidade do noticiário publicado em seus blogs.

Quase todos os grandes jornais já criaram espaços para a participação dos leitores, mas isso ainda não configura uma parceria, pois há resistências dos dois lados. As empresas alegam que o treinamento de amadores ou praticantes do jornalismo não é sua função, ao mesmo tempo em que demonstram uma clara má vontade em tratar os leitores em pé de igualdade. Elas aceitam fotos, vídeos e notícias que não poderiam obter por custo, mas a relação pára aí. Por seu lado, os blogueiros se queixam que são usados como mão de obra barata ou gratuita no fornecimento de material local.

Enquanto as duas partes mantiverem essa desconfiança, ambas saem perdendo — os cidadãos, porque continuarão impedidos de monitorar seus representantes legislativos. A imprensa brasileira tem se preocupado ultimamente em patrulhar políticos, mas isso tem sido feito com uma forte influência de interesses corporativos ou eleitorais, o que não contribui para reduzir as reticências dos blogueiros.

Assim, estamos agora num limbo onde a falta de informação local prejudica o exercício da cidadania e impede a imprensa de transformar essa modalidade de cobertura jornalística em fonte de renda num tempo de vacas magras.

*Carlos Castilho é jornalista e professor.
Fonte: Observatório da Imprensa

Fakes da Comunicação em Rio das Ostras e Macaé

diario

Veja se isso pode ser o perfil de um secretário de Comunicação de uma prefeitura rica como a de Rio das Ostras!!!!

O primeiro post na página do cara é de um editor de um jornal de Macaé… que já está de olho no que este novo secretário poderá lhe render…

O tal do DG criou um blogspot pra ele e está impregnando o perfil do novo secretário de Comunicação de Rio das Ostras com postagens nada a ver… um saco.

Deve ser horrível viver cercado de gente assim… né mauzinho?

Agora, é melhor que as contas da Secom de Rio das Ostras sejam bem transparentes de 2013 em diante, porque a gente vai perturbar assim que virmos o primeiro anúncio da Prefeitura de Rio das Ostras no jornal Diário da Costa do Sol.

Veja o perfil do novo secretário de Comunicação Social de Rio das Ostras no Facebook e dê sua opinião:

O cara tem perfil de comunicador, de comunicólogo, de jornalista, de publicitário, de marqueteiro, de divulgador de filipetas na porta do shopping center? Se ele fosse o secretário de Comunicação de sua cidade, você acredita que com um perfil fake como esse ele poderia realizar um bom trabalho?

http://www.facebook.com/osmarsoares.mazinho?fref=ts

Mazinho, dono de gráfica e da editora Poema é o novo secretário de Comunicação Social de Rio das Ostras

Amigo íntimo do prefeito eleito em Rio das Ostras, Alcebíades Sabino, Osmar Soares, ou Mazinho, o dono de um pequeno conglomerado de empresas de comunicação da Região dos Lagos (sobretudo em Rio das Ostras) é o novo secretário de Comunicação Social do município. Mazinho enricou nos dois primeiros mandatos de Sabino e hoje é dono da gráfica e editora Poema e de muitas outras pequenas e médias empresas… eu mesma já trabalhei para ele. Foi em 2005 para a revista Tal, editada entre 2004 e 2007 se não me engano, já que a revista, assim como outros materiais editoriais impressos locais não tem periodicidade certa para sair.

Como eu, a maioria dos profissionais de comunicação da cidade de Rio das Ostras já passou por uma das empresas do Mazinho. Funciona como uma espécie de filtro onde ele escolta e escolhe quem seriamos ‘os bons jornalistas ‘para serem cooptados para o tipo de comunicação e de projeto de imprensa que têm em mente. Uma coisa horrorosa! Lembro-me que quando trabalhei para ele, meu salário nunca saia em dia… e pelo que escuto pela cidade de seus funcionários, até hoje ele os mantém no cabresto. Eu certamente ficarei de fora dessa boquinha, não é mesmo tio Mazinho?

Faço ideia de que não teremos bons ventos soprando a favor da imprensa livre em Rio das Ostras. Ao contrário, Mazinho deverá favorecer seus parceiros de imprensa. Ele foi o redator chefe de um dos primeiros jornais impressos de Rio das Ostras na contemporaneidade – o Umas e Ostras -, jornal na época totalmente chapa-branca e que ajudou muito o enriquecimento de seu proprietário.

A ver…

Leituras complementares para a implantação da Hemeroteca Digital de Rio das Ostras

Por Leonor Bianchi

Assim como já noticiamos, estamos desenvolvendo uma pesquisa aprofundada nos acervos de periódicos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro a fim de descobrir em quais deles Rio das Ostras aparece. Nosso intuito é ainda mais amplo, ou seja, além de termos curiosidade de saber desde quando a cidade ou a região de Rio das Ostras começa a ser citada na imprensa jornalística do Brasil, interessa-nos conhecer onde se deram as primeiras citações à cidade na imprensa impressa. É, pode ser enfadonho o uso das palavras, mas é isso aí.

Neste sentido, seguem avançadas as leituras, produções de relatórios e levantamento de dados, que constituem o embasamento argumentativo do projeto da Hemeroteca Digital de Rio das Ostras.

Para enriquecer seu conhecimento sobre o tema, sugiro a leitura do texto ‘A Digitalização como Forma de Conservação e Disseminação do Acervo de Jornais da Biblioteca Monsenhor Galvão (A DIGITALIZAÇÃO COMO FORMA DE CONSERVAÇÃO) da bibliotecária da Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão do Museu Casa do Sertão (UEFS) Universidade Estadual de Feira de Santana, Ana Martha M. Sampaio. Nele a autora investe sobre a necessidade da preservação do acervo de jornais da referente biblioteca e para isto, sua digitalização e difusão. O contexto é a cidade de Feira de Santana na Bahia, o que mais chamou minha atenção, já que nosso escopo maior é a imprensa  regional e local.

Resumo

“O acervo de jornais antigos, da Biblioteca Setorial Monsenhor Renato de Andrade Galvão (BSMG) é responsável pelo resgate da imprensa escrita feirense e da história social do município garantindo a população regional o direito de ter acesso ás informações contidas em jornais feirenses datados do século XIX e XX. Tais documentos se constituem em elementos de suma importância para o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas e colegiais, o que tem permitido a elaboração de projetos nas diversas áreas do conhecimento, concretizado através das diversas monografias, dissertações, artigos, teses, entre outras produções realizadas a partir das consultas na referida biblioteca, por isso, a conservação e preservação de tão importante acervo para a sociedade escrita são tão importantes, pois estes registros são um referencial teórico para a localidade que guardam a memória histórica e cultural de seu povo. O artigo aborda importância da preservação destes jornais para a comunidade de Feira de Santana e região. Porém o uso diário e a fragilidade que é peculiar ao suporte dos jornais acarretaram no desgaste de tão importante coleção para pesquisadores, bem como, alunos e a comunidade regional. Dessa maneira se faz mister a digitalização deste acervo, dos quais muitos já se encontram fora de uso sem condições de disponibilização ao usuário. Por outro lado, tal privação se constitui enquanto entrave ao desenvolvimento de novos trabalhos nas áreas da História, Sociologia, Literatura, Antropologia, Filologia, dentre tantas áreas, que tão bem poderiam usufruir as importantes informações contidas nas suas paginas amarelecidas pelo tempo. O mais agravante é fato que tais edições de jornais são as únicas conhecidas em toda a região e, portanto, no caso do desaparecimento destes exemplares informações sobre o cotidiano de Feira de Santana e região, estariam fadados ao completo desconhecimentos pela sociedade local.Contudo, a digitalização e conseqüente conservação da coleção de jornais da BSMG se faz urgente e necessária haja vista ser ela singular enquanto instrumentos de pesquisa e de informação e plural na infinidade de possíveis temas e interpretações por partes daqueles que tem na mesma a renovação do conhecimento acerca da realidade regional”.

O projeto acima acabou se delineando uma das ações mais significativas já feitas por uma biblioteca de interior no que diz respeito à preservação de seu acervo de periódicos. No final de 2010, muitos jornais já haviam sido digitalizados por iniciativa do projeto. Jornais estes de suma importância para a história das sociedades onde circulou.

São eles: 

– O Município

1892-1894 e 1908-1911

– O Propulsor

1896

– Gazeta do Povo

1891-1893

– Folha do Norte

1909, 1910, 1911, 1912, 1913, 1914, 1917, 1918, 1919, 1926, 1927, 1928, 1929, 1930, 1931, 1932, 1933, 1934, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1946, 1947, 1948, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953, 1958, 1960, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1970, 1971, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978.

– O Progresso

1901-1903; 1905-1908

– Folha da Feira

1932-1935

– O Coruja

1956

– Feira Livre

1979

Foto: Edvan Barbosa – Ascom/Uefs